quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Come and Save Me

«I'm falling...»

Eu desisto. Todos os dias acordo e adormeço a pensar em ti. O meu coração corrói-se todo por dentro de cada vez que penso se tu também pensas em mim, se tu também sentes algo por mim, ou se serei apenas eu que não consigo parar de sonhar pelo dia em que tu te entregarás, de corpo e alma, a mim. Não aguento. Aquela ânsia, aquele nervosismo que tenho quando te vejo. Aquela excitação quando me tocas… Aquele ar abandonado com que fico de cada vez que vais embora, aquele sentimento de rejeição quando não me respondes às chamadas ou às mensagens. Estou farta. Tenho ciúmes do ar que respiras não ser o mesmo que o meu. Tenho inveja daqueles com quem falas e andas. Sinto-me descontrolada. A tua presença, o teu toque, as tuas palavras… onde estão? Onde estás? O que é que está a acontecer comigo? Num momento estou bem, noutro já estou fora de mim. E tudo isto porque penso em ti. Não. PÁRA! Não me controles, não me prendas! Não me digas que sou especial quando na verdade me viras as costas, deixando-me cair na ilusão. MERDA! Porquê eu? Porquê tu? Porquê NÓS?
Nada acontece por acaso, e se os nossos caminhos se cruzaram é porque existe um propósito que nos liga. Mas se isso implica brincares com os meus sentimentos, pára. Eu desisto. Eu rendo-me. Estou completamente apaixonada por ti. Mas preciso que me respondas, que esclareças o que realmente queres de mim. Porque eu não consigo mais acompanhar-te… Ou tiras-me desta ilusão, ou deixas-me cair no abismo. Escolhe, mas sê rápido. Se deixares que o tempo escolha por ti, o meu coração fica fechado a sete chaves, por um cadeado que só a morte o poderá abrir. Cheguei a um ponto em que nada mais me importa. A dor que sinto não passa de uma rotina. Porém o meu olhar nada vê, e o meu coração começa a estilhaçar-se juntamente com a minha alma. Anda. Salva-me. E aconteça o que acontecer…

Eu Amo-te.

domingo, 12 de julho de 2015

Are You There?


«Olá? Está aí alguém?»

Quem diria que já se passaram três anos… Não admira que já não exista vida neste mundo onde o amor e o ódio disputem entre si, vezes e vezes sem conta, sem se preocuparem com o que está à volta. E pelos vistos a minha ausência trouxe o caos.
Onde estão aquelas pessoas que seguiam este meu mundo? Onde estão aqueles comentários que me davam força para lutar e continuar? Foram-se embora, como já era de esperar. Se eu os culpo? Não. Se eles é que me culpam? É o mais certo. Este meu mundo já nem devia de existir. Toda a gente sabe que esta guerra entre o amor e o ódio é impossível de acabar, e porquê a insistência?
Este blog marcou a minha vida. Foi graças a ele que ultrapassei inúmeros obstáculos. E agora que a sua existência já não faz sentido, a solução é apaga-lo? Isso seria destruir metade de mim. Além disso, a razão pela qual o criei, aquela sombra, da qual tanto falei ao longo deste blog, ainda está aqui. Há cinco anos que a sinto, oiço e vejo. Acabar com o blog seria acabar com uma vida de uma “coisa” que eu nem sei se é real ou pura fantasia.
Eu gosto de imaginar que essa “coisa” é uma sombra de um rapaz, de um príncipe que procura a sua princesa. Imagino-me aquela que ele tanto procura, atraindo-o até mim. Tantas foram as vezes que eu pensei que iríamos ficar juntos, mas ele acabava sempre por desaparecer. Dizem que a esperança é a última a morrer, então eu já deveria estar morta, de todas as vezes que a perdi
Uma coisa eu vos garanto, caros seguidores e leitores, isto aqui “Amo-te… Sabias?” nunca irá acabar!

Pelo menos até te encontrar